terça-feira, 9 de junho de 2009

A Religião Islâmica

A Fundação do Islamismo

Nascido em Meca, na Arábia, Maomé, fundador do Islão, foi criado por um tio, chefe de uma pequena tribo. A sua infância foi passada de tratar gado e de camelos, e mais tarde entrou ao serviço de uma viúva rica, Cadija, com quem mais tarde casou. Cerca dos seus 40 anos, surgiu-lhe uma visão, em que o arcanjo Gabriel lhe mandava proclamar o único e verdadeiro deus, Alá. Começando a pregar em Meca, atraiu sobre si próprio uma perseguição, que em 622 o obrigou a fugir para uma cidade vizinha, agora conhecida por Medina, “a cidade do profeta”. Aí, os seus seguidores foram aumentando rapidamente, e em 630 reconquistou Meca, proibindo a adoração de ídolos e ordenando que os não crentes nunca mais entrassem na cidade. Ainda hoje, só é permitida a entrada em Meca aos muçulmanos. Maomé, ditou as doutrinas da sua fé aos seus seguidores, que as compilaram sob a forma do “Corão”, o livro sagrado do Islão, insistindo no entanto, que não se tratava de ensinamentos seus, mas sim das palavras de Deus, de quem o profeta era o porta-voz. Além de grande religião, o Islão era também um movimento nacionalista. Aquando da morte de Maomé em 632, já este movimento controlava toda a Arábia, espalhando depois a sua influência pela África e Ásia.


Fundamentos

Fundamentos do Islamismo Maomé e o Alcorão. A base doutrinal criada por Maomé e o Alcorão constituem o fundamento sobre o qual assenta toda a estrutura da religião islâmica. O Alcorão ou Corão (al-Quran), é a coletânea dos versos recitados pelo profeta, graças -- segundo a tradição muçulmana -- a revelações feitas a ele por Deus, por intermédio do anjo Gabriel. As 114 suratas (capítulos) do Alcorão expõem os fundamentos do monoteísmo islâmico e os princípios morais que regem a comunidade. Desde o início de suas pregações, Maomé infundiu em seus seguidores um profundo sentimento de fé e de fraternidade, intensificada em conseqüência das perseguições que o fizeram deixar Meca, mudando-se para Medina, com amigos e parentes, em 16 de julho de 622. Única data da vida do profeta em relação à qual todos os muçulmanos estão de acordo, a hégira (emigração, separação) marca o início da era islâmica. Depois da hégira, o profeta formou uma comunidade religiosa e política, a umma ou comunidade de crentes, que se perpetuou no Islã como uma religião-estado -- fusão que não foi contestada até o século XX. Expansão territorial. Durante o governo dos quatro primeiros califas sucessores de Maomé e sob a dinastia omíada (661-750), o Islã estendeu-se em função das conquistas obtidas na guerra santa e da atuação das organizações místicas. Com a dinastia abássida, que perdurou até 1258, o império se fragmentou. Formaram-se vários estados, regidos por diferentes dinastias independentes, no norte da África, na península ibérica, Pérsia e em outros domínios. Apesar da divisão política, o Islã não perdeu sua unidade religiosa, institucional e econômica. A partir do século XII, a expansão da mística islâmica abriu novos caminhos para a religião, na Ásia central, Índia, Indonésia, Turquia e norte da África. Na Europa, o islamismo perdeu, no século XV, seus últimos reinos na Espanha e, depois da queda do império otomano, manteve somente redutos nos Balcãs e na Rússia meridional. Fontes doutrinais. A doutrina islâmica baseia-se em três fontes ou princípios fundamentais, além do Alcorão: o suna (tradições), o ijma (consenso) e o ijtihad (pensamento individual). Suna. O conjunto de ensinamentos e atos de Maomé, a suna, está documentado no hadith. O grupo islâmico majoritário e considerado ortodoxo, o sunita, aceita seis coleções diferentes, que foram compiladas durante o século IX da era cristã (III da hégira). Outro grupo importante, o xiita, tem seu próprio hadith. Ao procurarem garantir a autenticidade desses ensinamentos e atos, os sábios muçulmanos se detiveram menos na pureza do conteúdo do que na cadeia dos transmissores, em sua idoneidade e na proximidade com relação ao Profeta. A investigação da autenticidade do hadith constituiu tarefa fundamental dos estudos islâmicos. A exigência dessa garantia na transmissão foi mais rigorosa com relação aos textos legais do que com os de mera exortação espiritual. A coleção mais importante foi elaborada no século IX por Mohamed ibn Ismail al-Bukhari e é conhecida como o Livro da autêntica coleção. Essas coleções, além de seu valor religioso para os crentes, constituem uma exaustiva enciclopédia legislativa, teológica, cerimonial, moral, social e comercial, que inclui aplicações práticas e exemplos moralizantes para o cotidiano. Ijma. No segundo século da hégira, houve necessidade de fixar, por consenso universal (ijma), as prescrições legais e as práticas que derivavam do Alcorão. Em princípio, o ijma funcionava em favor da autoridade tradicional, uma vez que se referia sempre aos acordos passados e reconhecia opiniões conservadoras. Atualmente, no entanto, dá maior relevo aos elementos liberais e democráticos inerentes a sua própria natureza. Ijtihad. O esforço de adaptação do Alcorão a novas situações (ijtihad) foi importante no primeiro século do Islã. Nessa época, o ijtihad tomou a forma de opinião pessoal, o que deu origem a muitos conflitos. Nos séculos seguintes, a reflexão individual foi substituída por uma analogia rigorosa entre novas situações e os textos já adotados. Compilados os ensinamentos e atos de Maomé e estabelecido o consenso universal, o esforço individual de adaptação do Alcorão às novas situações foi limitado. Pensadores muçulmanos, no entanto, como Algazali, no século XI, e os reformadores dos séculos XVIII e XIX, voltaram a reivindicar a reflexão individual. Pilares do Islã. As características básicas da organização social e religiosa que definem o islamismo para todos os fiéis ficaram conhecidas como os "cinco pilares" (arkan) do Islã. Algumas seitas, como a dos caridjitas, tentaram, sem sucesso, incluir um sexto pilar, o jihad ou guerra santa. Profissão de fé. "Não há outro Deus senão Alá, e Maomé é seu profeta". Essencial para ingressar na comunidade islâmica, a profissão de fé (chahada, literalmente "




Preconceito contra muçulmanos

O preconceito contra muçulmanos está perigosamente alto na Europa e pode levar a um círculo vicioso de isolamento e radicalização de jovens imigrantes.
O nível de discriminação contra comunidades muçulmanas na Europa continua perigosamente alto. Os muçulmanos têm um perigoso sentimento de falta de esperança e ausência da comunidade, o que leva à alienação, principalmente entre jovens muçulmanos de ascendência imigratória.
Os muçulmanos europeus precisam ser mais ativos no trabalho contra o extremismo, assassinatos por motivos de honra, casamentos forçados, resolver assuntos sobre as leis de abate de animais sob as leis alimentares islâmicas.



Aspecto cultural (Dança do Ventre)


A dança do ventre é uma dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhente a uma serpente, foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher, através ritos religiosos dedicados a deusas, para se tornarem mães. Devido a invasão dos árabes, a dança espalhou-se pelo mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī (رقص شرقي, literalmente "dança oriental"), ou raqs baladi (رقص بلدي, literalmente "dança do país", e, por extensão, "dança popular"), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo.
Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.



Alcorão

Alcorão ou Corão (em árabe قُرْآن, transl. al-qurān, "a recitação") é o livro sagrado do islamismo. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão é a palavra literal de Deus (Alá) revelada ao profeta Maomé (Muhammad) ao longo de um período de vinte e dois anos. A palavra Alcorão deriva do verbo árabe que significa declamar ou recitar; Alcorão é portanto uma "recitação" ou algo que deve ser recitado.
Os muçulmanos podem se referir ao Alcorão usando um título que denota respeito, como Al-Karim ("o Nobre") ou Al-Azim ("o Magnífico").
É um dos
livros mais lidos e publicados no mundo. É prática generalizada nas sociedades muçulmanas que o Alcorão não seja vendido, mas sim dado.
Importância do Alcorão na cultura islâmica:
O Alcorão na vida dos muçulmanos
Quando uma criança nasce no seio de uma família muçulmana, os seus pais são saudados com a fórmula "Que esta criança possa estar entre os anunciadores do Alcorão".
As crianças muçulmanas aprendem desde cedo a começar determinados atos da sua vida, como as refeições, com a fórmula "Em nome de Deus" (
Bismillah) e a concluí-los com a expressão "Louvado seja Deus" (Al-Hamdu Lillah). Estas frases são as mesmas que se encontram nos dois primeiros versículos da primeira sura.
Algumas partes do Alcorão são recitadas durante momentos especiais da vida como o
casamento ou no leito de morte. Em muitos países muçulmanos certos aspectos da vida pública começam com a recitação de passagens deste livro considerado sagrado.
Os muçulmanos não tocam no livro sagrado senão após a
ablução, conhecida como wudu.
Normalmente, os muçulmanos guardam o Alcorão numa prateleira alta do quarto, em sinal de respeito pelo Alcorão e alguns transportam pequenas versões consigo para seu conforto ou segurança. Apenas a versão original em árabe é considerada como o Alcorão; as traduções são vistas como sombras fracas do significado original.
Uma vez que os muçulmanos tratam o livro com reverência, consequentemente é proibido
reciclar, reimprimir ou deitar cópias velhas do Alcorão para o lixo. Como solução alternativa, os volumes do Alcorão devem ser enterrados ou queimados de uma maneira respeituosa.





Símbolo do Islamismo



Mapa do Islã






Vídeo Islamismo!

http://www.youtube.com/watch?v=VvBicRVoBwY

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